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quinta-feira, setembro 14, 2017

DAILY | Cinco situações que odeio enquanto leitora

via pinterest

Para fugir um bocadinho à rotina das reviews, decidi escrever um post um bocadinho diferente do habitual. Enquanto leitora, há inúmeras situações pelas quais tenho que passar todos os dias, mas que não fariam falta nenhuma ao mesmo. Reuni, então, as cinco situações que mais me chateiam enquanto estou a ler um livro, seja pelo livro em si ou pelo ambiente que me rodeia.

1. Música aos altos berros no comboio | De todas as situações, esta é a que eu mais odeio. Como passo grande parte do meu dia em transportes, gosto de aproveitar esse tempo para atualizar a leitura. Tal não é possível quando 70% das vezes que entro num comboio, há alguém a ouvir música aos altos berros... sendo eu uma pessoa que se desconcentra com bastante facilidade, escusado será dizer que o meu momento de leitura acaba ali.

2. Encontrar cinco erros em cada página | Nada me chateia mais num livro do que os erros ortográficos que vou encontrando. Um ou outro ainda é aceitável, agora quando encontro cinco erros numa página só, é de uma pessoa arrancar os cabelos.

3. Quando a pessoa ao meu lado começa a ler o meu livro | Principalmente quando estou a ler uma parte mais violenta ou sexual... O desconforto é tanto que dou por mim a ler quase com o livro fechado. 

4. Cinco mil personagens num livro só | Para além de ser má com nomes, sou má de memória. Um livro com mais do que cinco personagens principais é meio caminho andado para eu desligar da história. Muitas vezes tenho que escrever uma lista com todos os nomes e caraterísticas das personangens num papel à parte, dando uma vista de olhos a esse papel de cinco em cinco minutos, o que torna a leitura super aborrecida para mim. 

5. Quando criticam o meu gosto literário | Sou apologista de que todos nós temos direito a gostar de um determinado tipo de coisas, incluindo livros. Para mim, não existem bons ou maus gostos literários. Eu, pessoalmente, gosto de thrillers, mas não critico quem se fica pelos romances. Há espaço suficiente no mundo literário para todos.

Enquanto leitores, quais são as situações que mais detestam?

segunda-feira, setembro 04, 2017

UM LIVRO, UM FILME | Extremely Loud & Incredibly Close, de Jonathan Safran Foer


Sou aquele tipo de pessoa que, depois de terminar um livro (que tenha uma adaptação cinematográfica), tem que ver o filme. Muitas vezes – a maior parte, para ser exata – a minha expectativa é tão alta que acabo por me desiludir quando constato que o filme em nada tem a ver com o livro (ou com aquilo que construí na minha cabeça). Decidi, portanto, criar esta rúbricaUm livro, um filme -, para falar da experiência que tive entre um e outro e qual a minha opinião acerca dos mesmos (em conjunto e em separado).

Hoje vou falar de um livro que foi uma leitura obrigatória da faculdade do meu último semestre. Como sabem, detesto ler livros quando sou obrigada a tal. Por alguma razão e má experiência, raramente gosto de um livro que me foi imposto (maioritariamente por causa dos prazos e dos temas que normalmente são abordados). Escusado será dizer que a leitura do Extremely Loud & Incredibly Close não foi uma exceção, ainda para mais para uma cadeira que eu estava a odiar na altura.

Pois bem, para minha grande surpresa, o Extremely Loud & Incredibly Close acabou por se tornar num dos melhores livros que li até hoje. É genuíno e de tirar o fôlego (e umas lágrimas) aos mais sensíveis. O Extremely Loud & Incredibly Close, para quem não sabe, foi o primeiro livro a abordar o 11 de setembro como temática literária. É um livro que, de uma forma suave e (quase) ternurenta, nos dá a conhecer um bocadinho o lado das pessoas que perderam um familiar nesta tragédia.


Oskar é um menino que perdeu o pai no desastre das Torres Gémeas. A história baseia-se, portanto, numa busca incansável pela descoberta da causa de morte do pai e do que uma chave que encontrou no armário do mesmo poderá esconder, não só através de pensamentos mas através de imagens, que complementam o texto que estamos a ler. A personalidade especial do Oskar é o que torna este livro tão… tocante. A inocência de criança com uma mistura de curiosidade e imaginação, tornam a leitura deste livro numa pequena aventura para o leitor. A pureza e a realidade com que cada frase é construída, através da perspetiva de uma criança de 9 anos, é enriquecedora. Não vou fazer um resumo do livro (uma vez que isto não é uma review), mas podem encontrar algumas informações sobre o livro aqui.


quarta-feira, agosto 30, 2017

LIVRO DO MÊS | O Livro do Hygge, de Meik Wiking


Confesso que este mês foi o mês da preguiça no que toca a livros. Ainda assim tive dificuldade em escolher um livro apenas para trazer a este post, pois apesar de terem sido poucos, todos eles tiveram algo de novo a adicionar à minha vida. Depois de muita indecisão, o livro que vos trago hoje ao "Livro do Mês" é O Livro do Hygge - O Segredo Dinamarquês para ser Feliz, de Meik Wiking.

O Livro do Hygge foi o primeiro livro da categoria de lifestyle que eu li em toda a minha vida - à exceção d'O Segredo, que nunca terminei, por isso não conta. Sou sincera, a início estava um pouco cética, sem saber bem aquilo que iria encontrar entre as páginas d'O Livro do Hygge. Mas as críticas eram tão positivas e a capa era tão gira, que eu decidi arriscar.

Num breve resumo, O Livro do Hygge foi uma lufada de ar fresco na minha vida. A sério. Eu já adorava a cultura dinamarquesa, mas este livro veio avivar esta minha admiração pela Dinamarca. Como todos sabem - ou não -, a Dinamarca é considerada um dos países mais felizes da Europa (até do mundo). Porquê? Pelas horas de trabalho reduzidas, pelo tempo cinzento (que para mim é um aspeto bastante positivo!), pela educação gratuíta... enfim, tantas coisas. Mas sobretudo, pelo hygge. O que é o hygge? Ora, citando Meik Wiking: 

"Não é para soletrar, é para sentir. (...) O hygge trata de atmosfera e experiência, e não de coisas. Trata de estarmos com ente queridos. A sensação de estar em casa. A sensação de estar a salvo, escudados do mundo e de podermos baixar a guarda. Podemos ter uma conversa infindável sobre as pequenas ou as grandes coisas da vida - ou apenas estarmos à vontade na companhia silenciosa dos outros - ou ainda estarmos simplesmente sozinhos a apreciar um chá."


Portanto, o hygge é aquela sensação de conforto, segurança e bem estar. Tal como a nossa "saudade", o hygge não tem uma tradução concreta. É apenas um sentimento.

terça-feira, agosto 22, 2017

TAG | Trinta perguntas literárias


1. Livro de infância preferido?
O livro que mais me marcou foi, sem dúvida, o primeiro livro que comprei: Shiloh, de Phyllis Reynolds Naylor. Ainda o tenho na minha estante.

2. O que estás a ler agora?
Escrito na Água, de Paula Hawkins.

3. Preferes ler um livro de cada vez ou vários de uma vez?
Por norma leio um livro de cada vez, a não ser que sejam leituras para algum trabalho da faculdade, onde normalmente tenho que ler cerca de oito ou mais livros por semestre.

4. Já alguma vez mudaste de gosto literário?
Sim, há uns anos atrás gostava mais de romances, agora gosto mais de policiais e thrillers.

5. Qual o livro que menos gostaste de ler este ano?
The European Tribe, de Caryl Phillips.

6. Qual o livro que mais gostaste de ler este ano?
Extremely Loud & Incredibly Close, de Jonathan Safran Foer.

7. Com que frequência lês fora da tua zona de conforto?
Muito raramente, gosto de me sentir confortável enquanto estou a ler.

8. Qual a tua zona de conforto literária?
A minha cama, antes de ir dormir.

9. Consegues ler em transportes públicos?
Só no comboio, quando há silêncio suficiente para me conseguir concentrar.

10. Lugares preferidos para ler?
A minha cama.

11. Qual a tua política para emprestar livros?
Por norma não empresto livros (más experiências), pelo que só empresto livros a pessoas em quem confio realmente para tal.

terça-feira, agosto 15, 2017

REVIEW | Licenciei-me... e agora?, de Catarina Sousa


Ainda me falta um ano para terminar a licenciatura, mas a leitura deste livro ocorreu na altura certa. As incertezas do "o que vou fazer a seguir" chegaram mais cedo do que esperado e, apesar de já ter um plano traçado para os próximos três/cinco anos, a verdade é que o meu cérebro gosta de me atacar e de me deixar com dúvidas em relação a esse mesmo plano. 
Numa visita à Bertrand, os meus olhos pousaram imendiatamente neste livro, devido ao seu título. A curiosidade aumentou ainda mais quando constatei que a Catarina, a autora do Licenciei-me... e agora? foi aluna na minha faculdade. Quais eram as probabilidades? Senti, de momento, que este livro era para mim e comprei-o sem hesitar duas vezes.

Para além de ser uma perspectiva pessoal do percurso da Catarina, o Licenciei-me... e agora? é um livro rico em conteúdo para quem terminou os estudos e quer envergar no mundo do trabalho, um mundo cada vez mais competitivo e difícil. É praticamente um passo-a-passo do que devemos fazer para conquistar um lugar no nosso trabalho de sonho.
O que mais me agradou neste livro foi a frontalidade que apresenta. Não é um livro que nos mostra o mundo do trabalho como um "conto de fadas" ou de como vai ser fácil o nosso caminho até lá, mas sim um livro que nos mostra a realidade nua e crua e que nos prepara para "o que aí vem".

 
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