sexta-feira, fevereiro 10, 2017

QUOTIDIANO | Adeus Redes Sociais

Há exactamente um ano, apaguei o Twitter. Há cerca de dois meses, apaguei o Snapchat. E há duas semanas atrás, coloquei um ponto final na minha conta de Instagram.
Desde que me lembro que vivo uma segunda vida nas redes sociais. Comecei com o Hi5, passei para o Myspace, para o Facebook, criei um Twitter, um Instagram, um Snapchat, um Tumblr... Digam uma rede social e eu garanto-vos: eu tive uma conta lá. Ao longo do tempo -  e com o passar das modas -, fui deixando para trás algumas delas, ficando-me apenas pelas mais usadas no dia-a-dia.

A primeira conta a deixar a minha vida foi o Twitter. Eu era o tipo de pessoa que, se fosse passear até à Baixa de Lisboa ou simplesmente a um café local, fazia questão de partilhar com todos os meus seguidores - ignorando completamente os perigos que isso trazia consigo. Foi precisamente quando li os meus tweets mais antigos, a contar cada detalhe da minha vida a pessoas que não me conheciam de lado nenhum, que eu me apercebi que o Twitter não fazia sentido para mim. Nem eu própria me interessava com aquilo que escrevia, o que é que me levou a pensar que seria do interesse dos outros? Do dia para a noite, a minha conta deixou de existir e nunca mais lá voltei. A minha vida nas redes sociais ficou, então, resumida apenas a três - Facebook, Instagram e Snapchat. 

Durante o primeiro semestre do meu segundo ano de faculdade, comecei a reparar que passava demasiado tempo a ver o feed de cada uma destas redes. Do Facebook passava para o Instagram, depois passava para o Snapchat, voltava ao Facebook, e assim sucessivamente. Querendo ou não, esta prática começou a distrair-me do meu objectivo: estudar e ter boas notas. Comecei a notar que o meu nível de distracção era elevado e não conseguia estudar por mais de cinco minutos seguidos sem consultar estas redes sociais. Foi aí que decidi fazer uma experiência: apaguei as aplicações do telemóvel durante uma semana inteira. Não cheguei ao extremo de apagar as contas porque, com as aulas e o trabalho, não tinha tempo de vir ao computador consultar o que quer que fosse, por isso, achei que eliminar as aplicações seria o suficiente.
A minha semana de "desintoxicação" - como eu gosto de lhe chamar - chegou ao fim e eu senti-me melhor que nunca. Admito que tive imensa vontade de ir cuscar o Instagram, mas o Facebook e o Snapchat não me fizeram falta nenhuma. Mesmo. Foi então que decidi pôr um fim definitivo ao Snapchat e, tal como com o Twitter, nunca mais voltei.

A decisão de apagar o Instagram foi a mais difícil para mim. Sempre vi o Instagram mais como uma rede para partilhar fotografias bonitas e ganhar inspiração, e não tanto como uma rede para coscuvilhar a vida dos outros. A decisão, ao contrário das outras, foi pensada e repensada. E apesar de sentir imensas saudades dessa parte da inspiração que adquiria através do Instagram, a verdade é que não sinto a falta da parte em que sabemos todos os momentos da vida de uma pessoa que não conhecemos e que provavelmente não nos interessam. 

Nos últimos tempos, senti que as redes sociais me estavam a tirar tempo de vida. Para além de tempo, se visse alguma coisa que não gostasse, passava o dia a pensar naquilo que vi, de uma forma negativa. O que é ridículo. Eu devia estar apenas preocupada com aquilo que me afecta directamente e não com coisas mesquinhas que não me deviam afectar. Mas a verdade é que afectavam e só havia uma maneira de acabar com esse sentimento: cortar o mal pela raiz.

Por isso, estou neste momento a viver uma vida sem redes sociais, à excepção do Facebook porque, para além de ser o meio que utilizo para comunicar com os meus amigos, família e colegas, é o meio que utilizo para divulgar o blog. Em vez de apagar a conta, apaguei a aplicação do telemóvel e só lá vou ao final do dia, quando tenho algum tempo. No início foi difícil, não vou mentir. O hábito de ir consultar os feeds todos foi complicado de contornar com novos hábitos, mas tudo se consegue. Tenho tido muito mais tempo para fazer aquilo que gosto e não estou a encher o cérebro com pensamentos negativos e desnecessários. Comecei a ter mais tempo para mim e para os meus. Tornei-me mais organizada, tenho sido mais positiva e tenho dormido muito melhor.

Se, como eu, sentem que as redes sociais são uma sombra na vossa vida, experimentem fazer uma desintoxicação, nem que seja apenas durante um dia. Vão notar a diferença e vão sentir-se muito mais livres. Eu vou continuar a minha e não faço questão de a terminar tão cedo. 


All The Bright Places
Andreia Capelo

6 comentários

  1. A minha primeira rede social também foi o velhinho Hi5 e depois o Orkut, que não fez muito sucesso cá. Tenho Facebook e Instagram, mas não sou "viciado" em estar sempre a ver as novidades, os likes, os feeds, etc. Devo perder cerca de 1 hora por dia nas redes sociais, utilizo o Facebook como divulgação do meu trabalho e o Instagram partilho uma das minhas paixões, a fotografia :) Bom post :)

    Bitaites de um Madeirense

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    1. O meu problema era passar demasiado tempo. Começou a ser excessivo e tive que pôr um fim. Obrigada pelo teu comentário Paulo! Beijinhos

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  2. Qualquer desintoxicação só faz bem! O Instagram é impossível para mim, porque é onde partilho o meu trabalho, mas tudo o resto já deixei há imenso tempo também. A vida está para além dos ecrãs! ;) Beijinho grande

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    1. Concordo plenamente Inês! Infelizmente vivemos numa sociedade que carrega, inevitavelmente, as redes sociais consigo e às vezes é difícil resistir, mas não é impossível!

      Beijinhos x

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  3. Confesso que só tenho Instagram e Facebook e quase nunca posto nada pois gosto mais de ver para ganhar inspiração.
    Beijinho.

    http://missweetie.blogspot.pt/2017/02/as-minhas-ultimas-compras.html

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    1. Fazes muito bem! Eu também já aprendi a viver o meu dia-a-dia longe das redes sociais e está a ser maravilhoso! Beijinhos x

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