segunda-feira, setembro 04, 2017

UM LIVRO, UM FILME | Extremely Loud & Incredibly Close, de Jonathan Safran Foer


Sou aquele tipo de pessoa que, depois de terminar um livro (que tenha uma adaptação cinematográfica), tem que ver o filme. Muitas vezes – a maior parte, para ser exata – a minha expectativa é tão alta que acabo por me desiludir quando constato que o filme em nada tem a ver com o livro (ou com aquilo que construí na minha cabeça). Decidi, portanto, criar esta rúbricaUm livro, um filme -, para falar da experiência que tive entre um e outro e qual a minha opinião acerca dos mesmos (em conjunto e em separado).

Hoje vou falar de um livro que foi uma leitura obrigatória da faculdade do meu último semestre. Como sabem, detesto ler livros quando sou obrigada a tal. Por alguma razão e má experiência, raramente gosto de um livro que me foi imposto (maioritariamente por causa dos prazos e dos temas que normalmente são abordados). Escusado será dizer que a leitura do Extremely Loud & Incredibly Close não foi uma exceção, ainda para mais para uma cadeira que eu estava a odiar na altura.

Pois bem, para minha grande surpresa, o Extremely Loud & Incredibly Close acabou por se tornar num dos melhores livros que li até hoje. É genuíno e de tirar o fôlego (e umas lágrimas) aos mais sensíveis. O Extremely Loud & Incredibly Close, para quem não sabe, foi o primeiro livro a abordar o 11 de setembro como temática literária. É um livro que, de uma forma suave e (quase) ternurenta, nos dá a conhecer um bocadinho o lado das pessoas que perderam um familiar nesta tragédia.


Oskar é um menino que perdeu o pai no desastre das Torres Gémeas. A história baseia-se, portanto, numa busca incansável pela descoberta da causa de morte do pai e do que uma chave que encontrou no armário do mesmo poderá esconder, não só através de pensamentos mas através de imagens, que complementam o texto que estamos a ler. A personalidade especial do Oskar é o que torna este livro tão… tocante. A inocência de criança com uma mistura de curiosidade e imaginação, tornam a leitura deste livro numa pequena aventura para o leitor. A pureza e a realidade com que cada frase é construída, através da perspetiva de uma criança de 9 anos, é enriquecedora. Não vou fazer um resumo do livro (uma vez que isto não é uma review), mas podem encontrar algumas informações sobre o livro aqui.


Terminado o livro, descobri que existia, de facto, uma versão fílmica deste livro. Nesse mesmo dia cheguei a casa, fiz umas pipocas e enfiei-me na cama.
Devo confessar que fiquei um tanto triste por ver que grandes detalhes importantíssimos para o livro, foram mantidos muito minimamente no filme, distorcendo um pouco a narrativa. Mas mesmo assim funcionou. Mesmo sabendo eu o final do livro (que ficou um bocadinho diferente do filme), dei por mim lavada em lágrimas. Não sei se foi pela temática do 11 de setembro, se foi pela relação pai-filho ali presente ou pela inocência que este filme apresenta. Só sei que, apesar de não corresponder a 100% com o livro (coisa que até percebo, uma vez que o livro tem milhentos detalhes), a perceção que eu tinha das personagens, o carinho e solidariedade que criei para com o Oskar e o calor que senti ao ler cada história que Oskar tinha para contar sobre o pai, mantiveram-se enquanto via o filme. E mesmo que eu não tivesse lido o livro, sei que iria amar este filme da mesma maneira, pois apesar de faltar uma parte importante da história (a história dos avós de Oskar, que no livro é apresentada por cartas escritas pelo avô), todas as temáticas que realmente interessavam para a história do filme estavam lá.

Cena do filme Extremely Loud & Incredibly Close

Quanto a vocês não sei, mas a leitura deste livro, na minha opinião, tem que ser feita na sua língua de origem – em inglês. Inúmeras expressões, que só funcionam em inglês, são usadas no livro e são essenciais para a criação desta inocência do Oskar. Mas é só uma recomendação! Quanto ao filme… a única recomendação que vos dou é que vão neste momento aquecer umas pipocas e passar um bom serão (com lágrimas à mistura), não se vão arrepender de certeza.




LIVRO

Título: Extremely Loud & Incredibly Close
Autor: Jonathan Safran Foer
Páginas: 326 (versão de bolso)
Editora: Penguin Books 
FILME

Título: Extremely Loud & Incredibly Close
Ano: 2011 | Género: Drama
Diretor: Stephen Daldry
Atores principais: Tom Hanks, Thomas Horn, Sandra Bullock
Trailer: aqui

9 comentários

  1. Partilho da tua opinião, a leitura obrigatória rouba-me parte da magia que o livro poderia ter. Não consigo deixar de sentir que é um estorvo aos meus planos literários e de ler contrariada.
    Fiquei bastante curiosa tanto com o livro, como com o filme!

    Xiá
    http://thecoffeecupblog.blogspot.pt/

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  2. Com esta tua publicação acrescentei mais um livro à minha - já longa - lista. A história parece tocante e o facto de existir um filme - com o Tom Hanks! - deixou-me bastante curiosa :)

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    1. A história é fenomenal Inês, vais gostar :) Tanto do livro como do filme!

      Beijinhos

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  3. Vi o filme já há uns anos e já estou um bocado esquecida da história mas por causa do teu post fiquei cheia de vontade de ler o livro. Obrigada! :)

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    1. O livro é ainda melhor que o filme Beatriz, recomendo mesmo que o leias! :)

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  4. Fiquei muito curiosa, se tiver oportunidade vou ler o livro e sem duvida que será o próximo filme que vou ver :) Obrigada

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    1. Fico feliz por saber que suscitei a tua curiosidade Xana :) Beijinhos

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  5. Eu adorei esse filme e já ando a namorar a ideia de trazer o livro cá para casa há algum tempo. Depois de ler o teu post ainda fiquei com mais vontade de o fazer. Gostei muito do teu blog, já estou a seguir <3

    Beijinhos

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