terça-feira, dezembro 12, 2017

ANIVERSÁRIO | 22 livros que me acompanharam até hoje

via pinterest

Completei ontem 22 anos. 22 anos que construiram quem eu sou hoje. Olhando para trás, parece quase impossível como o tempo passou tão... depressa. Ainda há cinco anos atrás eu estava a acabar o ensino secundário, a alimentar dramas de adolescente e a delirar com todas as boybands que me aparecessem à frente. E aqui estamos nós. A acabar a licenciatura, a fazer o meu próprio dinheiro e a pensar já no que os próximos cinco anos me reservam em termos de indepedência. Diria que os 22 são a idade em que temos o mundo aos nossos pés, em que tudo parece ser possível e os sonhos nunca são demais. Espero que esta expetativa não caia em desilusão e que, aos 22, eu cumpra tudo aquilo com que tenho sonhado nos últimos tempos. 

Queria encontrar uma forma engraçada de incorporar o meu aniversário no blogue sem fugir aos livros (não fosse este um blogue literário). A ideia dos 22 livros surgiu-me de imediato mas outro pensamento veio à baila: "Onde é que eu vou arranjar 22 livros para criar a lista?". Assim que comecei a mexer em todos os livros que tenho no meu quarto, em cinco minutos a lista estava criada. Foram muitos aqueles que me acompanharam e que fizeram de mim aquilo que sou hoje. Por isso, hoje a lista que vos trago é uma lista que vai desde o primeiro livro que li ao último - mas só aqueles que realmente me fizeram sentir especial, aqueles que me marcaram e me fizeram crescer enquanto ser humano. Os primeiros livros estão por ordem cronológica - assim como o último -, todos os restantes têm uma ordem alternada, não havendo portanto relevância na importância de cada um deles. Vamos a isso?



1. Shiloh, de Phyllis Reynolds Naylor | Já falei do Shiloh aqui no blogue. Foi o primeiro livro que li e, por isso, o mais especial. Já está velhinho e com as páginas amarelas, mas isso só o torna ainda mais especial. É um livro que vou guardar para sempre na prateleira do meu quarto.

2. Ghostgirl, A Rapariga Invisível, de Tonya Hurley | A Andreia de 11 anos vibrava com este livro. Lembro-me que o li mais do que uma vez - coisa que raramente acontece. Ghostgirl é o típico drama adolescente, com rapazes e raparigas más à mistura, mas com um bocadinho de místico pelo meio. Era um tanto estúpido, mas eu adorava. E reparei agora que há livros que dão continuidade a este primeiro. A criança que há em mim está aos saltos neste momento.

3. Arthur e a vingança de Maltazard, de Luc Besson | Toda a gente conhece Arthur e os Minimeus. Pois bem, eu não conhecia e, na minha inocência, só li o terceiro livro da trilogia. Nunca vi os filmes nem nunca li os livros anteriores. Agora faz sentido o porquê de eu não ter percebido a história como devia. Ainda assim, Arthur e a vingança de Maltazard foi um livro que marcou bastante a minha infância e um livro que me fez sonhar muito.

4. Marley & Eu, de John Grogan | Quem não conhece Marley & Eu que atire a primeira pedra. Li o livro antes de ver o filme e chorei tanto num como no outro. Infelizmente perdi este livro e nunca mais o vi. Não sei se ficou emprestado a alguém que nunca mais se lembrou de o devolver ou se simplesmente ficou esquecido em algum canto da minha casa antiga. 

5. Não te amo, Paulus, de Agnès Desarthe | Estão a ver aqueles livros que encontramos em feiras do livro a um canto e que custam apenas 2/3€? Este livro foi um deles. Queria comprar um livro mas não tinha muito dinheiro, por isso a minha opção foi esta. Não é um livro extraordinário, nem pouco mais ou menos, mas por alguma razão foi um livro que me aqueceu muito e ao qual me apeguei bastante.

6. Nunca me Esqueças, de Lesley Pearse | Quem me conhece, sabe que eu adoro a Lesley Pearse. É uma escritora muito completa e culta, que escreve livros sempre sobre o passado. O Nunca me Esqueças foi o primeiro livro "a sério" que li e foi sem dúvida a melhor maneira de me iniciar nos "livros com mais de 500 páginas".

7. Sonhos Proibidos, de Lesley Pearse | Assim que terminei o Nunca me Esqueças, comprei o Sonhos Proibidos. Mais uma vez, não saí desiludida. Aliás, o Sonhos Proibidos é um dos meus livros preferidos de sempre e o livro da Lesley Pearse que costumo recomendar a toda a gente. 

8. O Diário de Anne Frank, de Anne Frank | A temática da Segunda Guerra Mundial sempre me interessou bastante. Não sou, de todo, uma pessoa que goste de História, mas sempre me fascinei com o que se viveu durante esta época. Ao contrário de muita gente, não li este livro quando era criança, e por um lado, ainda bem. Fez-me ter uma perceção mais vivida e mais intensa daquilo que é escrito no diário de Anne Frank.

9. Os Filhos da Droga, de Christiane F. | Mais um livro que não li durante a minha infância, como muita gente, mas, mais uma vez, ainda bem. Devorei este livro em pouquíssimo tempo e, assim que o terminei, fui ver o filme. É tão bonito - na sua forma de ser bonito, se é que me faço entender -, tão tocante, tão chocante. Sem dúvida um livro que me marcou muito.

10. Um erro inocente, de Dorothy Koomson | Apesar de não ser fã dos livros de Dorothy Koomson - acho que são todos uma cópia uns dos outros -, devo dizer que apreciei bastante este livro (talvez por ter sido o primeiro que li da autora). É um daqueles livros que tem um plot twist fascinante e imprevisível, daí ter gostado tanto da sua leitura.

11. À Procura de Alaska, de John Green | Já li quase todos os livros do John Green e devo dizer que este é o meu preferido. Talvez pela inocência das palavras ou pela leitura ser tão fácil que nos deixamos levar, quase sem pensar realmente naquilo que estamos a ler.


12. Cidades de Papel, de John Green | Apesar de muita gente ter detestado o livro/filme, por causa da maneira como termina, devo dizer que é por essa mesma razão que este livro está nesta lista. Adoro o facto de não terminar de forma cliché e a forma como esse cliché é evitado.

13. As Cinquenta Sombras de Grey, de E. L. James | Não me crucifiquem já! Comprei o primeiro livro muito antes de se tornar numa sensação mundial. Li o primeiro livro e gostei muito. Gostei da história, das personagens. Li o segundo e achei... meh. Mas nem me dei ao trabalho de ler o terceiro porque, assim que me contaram como acaba, decidi que a história estava arruinada. Neste momento, As Cinquenta Sombras é apenas uma tradição na minha relação, todos os dias de São Valentim. Mas continuo a achar que o primeiro livro está bom, só tenho pena que tenha descambado.

14. The Perks of Being a Wallflower, de Stephen Chbosky | Não me canso de dizer o quanto eu amo este livro. Atrevo-me a dizer que é o meu segundo livro preferido desta lista. Podem ver uma review que fiz acerca deste livro aqui.

15. A Rapariga no Comboio, de Paula Hawkins | Tenho pena que o sucesso deste livro o tenha, de certa forma, arruinado. Quando o li, assim que saiu em Portugal, amei cada página (e ainda amo). É um livro dificil de ler, mas vale muito a pena.

16. A Praia da Memória, de Nancy Thayer | Lembro-me de que, à medida que lia este livro, o associava imenso a mim e a uma grande amiga na altura. Talvez seja essa a razão pela qual este livro está aqui. Memórias.

17. Extremely Loud & Incredibly Close, de Jonathan Safran Foer | Sem dúvida um livro que pertence ao meu top3. Apesar de ter sido um livro recomendado para uma cadeira da faculdade, acabei por me apaixonar pelas personagens e, caso tenham interesse, recomendo que o leiam em inglês.

18. A Fuga de Auschwitz, de Joel C. Rosenberg | Já frisei aqui no blog, o quanto eu amo este livro. Rosenberg é um autor de alto nível, que nos retrata a realidade horrível que se viveu durante a Segunda Guerra Mundial.

19. Fala-me de um dia perfeito, de Jennifer Niven | O meu livro preferido de todos os tempos (e o livro que deu nome ao blogue). Não me canso de dizer o quão bom este livro é, e farto-me de o recomendar a toda a gente. Podem ver uma review aqui.

20. Licenciei-me... e agora?, de Catarina Alves de Sousa | Numa reta final da licenciatura, este livro ajudou-me imenso a perceber as melhores estratégias para envergar no mundo do trabalho. É um livro muito "face to face", que nos mostra tanto experiências boas como experiências más que podemos viver quando "abrimos as asas".

21. Em Parte Incerta, de Gillian Flynn | Se gostam de livros intensos, que vos deixam cheios de sentimentos à flor da pele, Em Parte Incerta é o livro certo. É tão bom que eu ainda vivo o meu dia-a-dia a detestar completamente a personagem principal. Já se passaram dois anos desde que o li.

22. Misery, de Stephen King | Finalmente aventurei-me no mundo de Stephen King. E comecei da melhor maneira. Ainda estou a meio do livro, mas estou a amar cada página. Se eu soubesse que os livros de Stephen King seriam assim tão bons, já teria começado há algum tempo!

Digam-me nos comentários se algum deste livros se integra na vossa própria lista e, se não, digam-me que outros livros fazem parte da vossa vida!

Enviar um comentário

© all the bright places . Design by FCD.